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domingo, 1 de março de 2015

just listen


Esse ano começou tão bem para mim no que diz respeito a minha meta de leitura! Estou conseguindo ler todos os livros que gostaria e apesar de o motivo de eu estar conseguindo ler tanto não ser dos melhores (estou desempregada), devo dizer que estou muito satisfeita comigo mesma e com os livros para lá de sensacionais que ando lendo. 

Minha última leitura, por exemplo, foi um deliciosa surpresa!

"Just Listen", meu primeiro livro da linda Sarah Dassen. narra a história da Annabel, uma garota de 16 anos que, apesar de aparentar ter a vida perfeita e ser rotulada por muitos como "a garota que tinha tudo", esconde um segredo e enfrenta problemas familiares que nem de longe são fáceis. A pobrezinha está enfrentando uma barra pesada e sozinha, já que está sem amigos e não consegue se abrir e ou ser sincera nem mesmo com sua família. Até que ela encontra Owen Armstrong (aaaaah, Oweeeeeen <3), um garoto que assim como ela não é o que aparenta ser. Entre os dois surge uma inesperada amizade que pode mudar a vida de Annabel.

Meu principal incentivo para ler o livro foi a Sarah Dassen. Ela é uma autora relativamente conhecida na internet e tem um apanhado de fãs aqui no Brasil que lutam e imploram pela publicação de mais livros da autora no país. Infelizmente, pelo que sei, dos dez livros escritos por ela, apenas quatro foram publicados aqui. Entretanto, após ter lido boas resenhas dos livros dela, resolvi tentar a sorte.

Acho que posso me considerar uma sortuda por ter conhecido a escrita da Sarah por meio desse livro, pois, mesmo não tendo lido os outros livros dela, ela já se me ganhou com "Just Listen"! Mas não se preocupem. Não vou apenas ficar elogiando o trabalho dela sem apresentar para vocês motivos plausíveis para esse meu afeto relativamente grande por esse livro. 

"Em toda vida, chega um momento em que o mundo fica em silêncio e só o que sobra é o seu próprio coração. Então, é melhor você saber qual o som dele. Caso contrário, você nunca entenderá o que ele diz."

Para começo de conversa, "Just Listen" é um YA e eu adoro YAs(!!!), Brasil! Mesmo não fazendo ~oficialmente~ mais parte do público alvo desse gênero, confesso que lia muito mais YAs há alguns anos atrás. Ultimamente não estava encontrando um que me conquistasse de verdade e imaginem meu contentamento quando, de repente, *BOOM, CLAAP*, me aparece essa belezinha.


Comecei a leitura com zero expectativas e conforme fui me envolvendo no drama de Annabel, passei a devorar páginas e páginas sem nem notar. A Sarah Dessen escreve tão bem, gente! E ela tem aquela habilidade de conseguir desenvolver a trama intrínseca criada por ela de forma brilhante. Não só conhecemos de verdade a personagem principal, mas também nos sentimos muito próximos de todos os personagens coadjuvantes. Ela não esquece de ninguém! E olha que é muita gente e muito problema. Algumas vezes ela começava a focar em determinado núcleo e eu pensava "não esquece do restante da história, coisinha"! Mas ela não esquecia. A mulher é incrível mesmo. 

"Just Listen" tem aquele ar de apenas mais um livro sobre adolescentes, entretanto é muito mais que isso. Eu, bobinha, pensei que o segredo de Annabel não iria ser lá grande coisa, mas é GRANDE coisa, sim! Sarah aborda em seu livro alguns temas que eu confesso nunca ter lido sobre antes e de uma forma tocante. Annabel, Owen e seus respectivos amigos e familiares entraram na minha lista de personagens favoritos porque me mostraram não só que NUNCA se deve julgar um livro pela capa, mas também que devemos sempre buscar nossa própria voz e fazê-la ser ouvida não só pelos outros, mas principalmente por nós. Well done, Sarah Dessen! *clap, clap*

"Mas eu começava a entender que não existia essa coisa de absolutos, nem na vida, nem nas pessoas. Assim como Owen disse, era dia a dia, talvez momento a momento. Só o que podia fazer era aguentar o máximo de peso possível. E se você tiver sorte, há alguma outra pessoa perto o suficiente para lhe dar apoio."

PS: Preparem-se para diversas passagens fofas ou profundas que você vai querer marcar e colocar no espelho do seu quarto. Ou no seu blog! Eu, por exemplo, troquei o quote ali no canto do blog para uma frase do livro. Acho vou tatuar. Sério. Ou não. Ou sim.
PS2: O livro foi publicado no Brasil com esse mesmo titulo, para quem tiver interesse.
PS3: Acho que escrevi demais! Provavelmente ninguém vai ler hahahha

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ensaio sobre a cegueira

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

Eu nem estou acreditando que vou ousar falar sobre esse livro, mas sabe quando você lê um livro e se sente tão tocada pelas palavras ali presentes que você precisa compartilhar com o mundo suas impressões? Foi exatamente o que aconteceu comigo após ler "Ensaio sobre a cegueira", obra com a qual o autor José Saramago ganhou um prêmio Nobel em 1998.

Para inicio de conversa, devo confessar que esse nunca foi um daqueles livros que sempre estiveram presentes em minha lista "preciso ler". Já tinha ouvido falar sobre o filme, mas não sabia que, na verdade, o filme era uma adaptação cinematográfica de uma obra de Saramago. Isso tudo foi há milhares *cof, cof* de anos atrás. Ou seja, atualmente eu nem lembrava mais sobre o livro ou sobre o filme, ou sobre Saramago. Segui em frente com a minha vida, sabe? Lendo meus romances e YAs da vida, sem saber o que o destino me reservava.

  
Então eis que nesse meu último semestre de faculdade tive a oportunidade maravilhosa de cursar uma disciplina chamada Literatura Portuguesa III e Saramago apareceu novamente em minha vida. Acontece que a professora dessa disciplina é uma apaixonada confessa pelo trabalho desse escritor português e conseguiu me deixar tão curiosa por "Ensaio sobre a cegueira" que ele foi rapidamente parar na posição #1 dos livros que eu precisava ler. Logo, assim que surgiu a oportunidade de lê-lo (graças a uma troca que fiz no site LivraLivro \o/), eu a agarrei com unhas e dentes e adentrei cheia de expectativas nessa leitura, que levou apenas dois dias, vale ressaltar.

Geralmente quando eu começo a ler um livro com tantas expectativas acabo também cheia de decepções. Felizmente, esse livro fugiu a regra! Desde a primeira página eu fiquei tão apegada a história que fui lendo e lendo (perdendo noites de sono, me alimentando miseravelmente) insaciavelmente que quando percebi já tinha acabado e eu finalmente tinha voltado a enxergar. Oi? Enxergar? Como assim, Danni? É que eu esqueci de fornecer para vocês uma pequena ideia (e não sinopse... afinal, vocês conhecem minha aversão à sinopses) do enredo. Bom, "Ensaio sobre a cegueira" narra a história de um lugar atingido por uma epidemia de cegueira. Os infectados são colocados em uma especie de hospício para controlar o avanço da cegueira, mas um dos supostos infectados, na verdade, consegue enxergar completamente bem. E acredito que isso seja tudo o que vocês precisam saber.

Como na própria contra-capa do livro diz, cada individuo terá um experiência diferente com esse livro. Então, acho que não adianta muito eu dizer tudo o que passou pela minha cabeça quando eu li ele, mas como gostaria muito de conquistar novos leitores para o incrível Saramago, gostaria de falar sobre quão brilhante esse autor consegue ser. A forma como ele constrói a história, a forma como ele escreve, tudo contribui para te impressionar e te levar a reflexões que nunca antes devem ter passado pela sua cabeça. Para mim foi uma leitura angustiante, mas de um forma boa, sabe? Era como se o tempo inteiro eu estivesse na ponta de um precipício e até as ultimas páginas eu tivesse certeza de que fosse cair.

O próprio Saramago, disse:

"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."

Bom, se a intenção dele foi me fazer sofrer tanto ao ponto de reconhecer quem ou o que eu sou de fato, parabéns, você conseguiu, Zé. "Ensaio sobre a Cegueira" já é um dos meus livros favoritos do ano e, com toda certeza, um dos melhores livros que li na vida.

PS: Pessoal, estou com um problema de ouvido que está dificultando seriamente minha vida, por isso não consigo postar com frequência ultimamente. Espero que compreendam :( E logo logo, prometo aumentar o número de postagens semanais! \o/

PS2: Algumas pessoas me pediram para colocar aquele gadget para seguir o blog, mas eu não gosto daquela ferramenta. Então coloquei ai do lado um espaço onde você pode colocar seu e-mail e assim receberá um aviso sempre que o blog for atualizado. Acho que ajuda, né? :3

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

let it snow

Então é Natal e não, eu não vou cantar a música da Simone, que na verdade, é uma versão até boazinha de uma canção do John Lennon, mas enfim, vou parar de divagar e ir direto ao assunto. Hoje é Natal, uma das datas comemorativas  mais populares do mundo inteiro se não a mais e com certeza a mais adorada. Só que não exatamente para mim.

Juro que não é para ficar na "turminha do contra" ou algo assim, mas o Natal nunca me encheu os olhos. Embora eu concorde que é uma época linda, decorativamente falando, eu sempre fico deprimida nessa época (por questões pessoais e tudo mais) e não concordo com a maneira como a mídia trata esta data. Sempre pensei nela como a data em que Cristo veio ao mundo e por isso nela devemos nos ater a celebrar esse nascimento. O meu jeito de celebrar é ficar mais quietinha na minha, orando e refletindo sozinha, de preferência. Outras pessoas preferem ficar com os familiares e ir à festas, o que não funciona muito bem para mim porque (a) sou uma pessoa muito anti-social (pronto, falei) e (b) não curto participar de eventos familiares, somente sob fortes ameças.

E agora você deve estar se perguntando "mas para que eu quero saber disso, Danniele?" e não se preocupe, pequeno gafanhoto, eu explicarei. Essa introdução toda foi só para dizer que estou aqui hoje porque meio que me senti obrigada (que palavra feia rs digamos que me senti em dívida) a postar algo natalino no blog e como não tenho dicas de decoração nem receitinhas para compartilhar, vim falar sobre um livro que há muitos séculos (mentira! faz alguns meses só, gente) estava na minha estante, mas somente ontem lembrei de pegá-lo para ler. Trata-se de "Deixe a neve cair", livro que conta com três contos natalinos escritos pelos autores Lauren Myracle, John Green e Maureen Johnson.

Na verdade, eu comprei o livro por causa do John Green (aka meu segundo autor favorito na galáxia), pois era o livro que faltava na minha coleção, mas, por mais incrível que possa parecer, o conto que mais gostei não foi o do JG, foi o da Maureen Johnson. Vai entender. Também não sei se vocês curtem muito sinopses de histórias, mas eu não curto, logo não explicarei para vocês a trama de cada conto, apenas direi que todos eles se passam numa mesma cidade, na noite de Natal (claro, né?) e tudo por culpa de líderes de torcida (nunca vi, sempre odiei hahahaha).

Achei que não fosse gostar tanto de "Deixe a neve cair" porque havia lido uma resenha bem rabugenta sobre ele, mas eu gostei! Gostei mesmo (ou seja, nem sempre confie em resenhas, pois um livro que não funcionou para fulano pode funcionar para cicrano). Claro que você não pode esperar ler um livro nível Charles Dickens ou algo assim, mas é um livro despretensioso, leve, fofo, sem muito drama e divertido. Algo ideal para você ler após aquela leitura profunda que te deixou sem chão, destroçado e sem vontade de ler mais nada, como foi o meu caso. E envolve neve, gente. Como não amar neve?

Li super rápido e me vi com um sorriso bobo no rosto ao fechar o livro. Não fiquei tensa, não fiquei traçando planos mirabolantes, mas com certeza fiquei menos deprê e isso é bom, não é? Livros servem para isso também, em minha humilde opinião. Enfim, feliz natal para quem ama o natal e feliz quinta-feira para quem ama quintas-feira!