
Apesar de todas as nossas semelhanças, somos também muito diferentes. Mas até isso é bom, sabia? Aprendi muito com nossas diferenças. Aprendia a ceder e também a brigar pelo que eu quero, especialmente quando o que eu quero é um músico de 24 anos, que pensa como um senhor de 70 anos.
Acredito que minha vó nos definiu super bem naquele churrasco de domingo no qual ela nos pegou brigando pelo controle remoto ao mesmo tempo em que gargalhávamos e perdíamos o respiração. Ela disse "vocês são mesmo duas caras de uma mesma moeda". Confesso que não havia dado tanta atenção naquele dia, mas agora vejo. Não era mais uma das divagações da vó Pérola, era a mais pura verdade. Eu e você somos tão um, que precisamos estar em dois corpos distintos para atender a toda complexidade do nosso ser.
Não faz mal ser um ser só, moço. É tão bom me ver em você de vez em quando, e é tão bom quando você diz que enxerga um pouco de ti em mim também.