sábado, 9 de janeiro de 2016

broken hearted girl

Choveu hoje. Lembrei de você. Veio aquela vontade de ficar na cama enrolada em você até você reclamar que seu braço já está doendo e que de qualquer forma você precisará aparecer no escritório. Me lembrei da vez em que você perdeu os óculos e reclamou da bagunça que eu fazia, só pra depois me carregar em seus braços e me levar para o banheiro. Lembrei também da vez em que você fingiu esquecer meu aniversário durante uma manhã inteira para no meio do dia me "sequestrar" e me levar em uma das viagens mais incríveis da minha vida. É, você era o cara... E o melhor de tudo é que você era o meu cara. Eu ainda guardo coisas. Coisas minhas, suas e nossas. O lado bom e o lado ruim, Porque, afinal de contas, é disso que somos feitos. E embora você não esteja mais aqui, tudo que é seu ficou, inclusive eu.

FELIZ ANO NOVO

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

i can't look at the stars

Sinto sua falta, embora desejasse não sentir
Você veio e se foi
Tão repentinamente
Quase pensei tratar-se de mais um dos meus devaneios
Confesso
Não te dei o devido valor
Não me entreguei de corpo e alma
Te dei o meu corpo
Essa forma vazia
Realizei os desejos que queimavam minha pele
E esqueci do eu
Que congelava dentro de mim

terça-feira, 20 de outubro de 2015

maybe we'll find a brand new ending

Ela era dona de uma alma cheia de cor. 

Assim como o azul, sabia ser tranquila e se adaptar tanto aos períodos de tempestade quanto a calmaria inquietante. Assim como o vermelho, ela queimava por dentro e por fora e aquecia almas desgastadas com o calor do seu próprio corpo. Assim como o verde, era paciente o suficiente para compreender que cada rio tende a seguir seu próprio ritmo, e eu e você e ela e cada um de nós é um rio sem fim.

Ela era dona do coração mais puro que este mundo já teve a oportunidade de conhecer.

O problema é que esse mundo não está preparado para tantas cores. Esse é um mundo coberto de cinza, cinza do primeiro fio de cabelo até o dedinho do pé. Mesmo assim ela tentou. Deu o melhor de si, usou suas melhores cores para fazer deste mundo um lugar melhor. Embora não seja fácil mudar o que nem ao menos quer ser mudado, ela jamais perdeu a fé.

Imagine então o tamanho de sua surpresa ao notar que em algum momento, no meio do caminho, ao virar uma esquina (não lembro exatamente qual esquina, pois esse é um mundo cheio de esquinas) ela notou que a fé não mais caminhava ao seu lado. A fé havia dado meia volta e seguido outro rumo, outra direção. E o que aconteceu com a menina de mil e uma cores quer perdeu a fé?

domingo, 18 de outubro de 2015

look for the girl with the broken smile



Júlia não fazia ideia. Ela vivia sua vida, acordava todos os dias, tomava banho, escovava os dentes e lutava contra seu cabelo rebelde, para depois deixar um "bom dia" no ar enquanto passava pela portaria em direção à garagem. Chegava sempre atrasada com aquele sorriso envergonhado e um cadarço desamarrado, atraindo o olhar de repulsa da chefe que insistia que tênis all-star não se encaixava no "perfil da empresa". Passava horas digitando, colocando ocasionalmente o bocal da caneta entre os dentes quando surgia-lhe alguma ideia valiosa e mordendo o mesmo bocal com uma força considerável quando algo não se saia muito bem. Almoçava todos os dias, pontualmente ao meio-dia, com Andreia, a senhora da limpeza que lhe contava histórias e histórias sobre o "seu Theodoro", o homem que roubou seu coração e que pelo que ela descrevia deveria ser o homem dos sonhos de qualquer mulher. Corria de volta para sua sala, sempre com alguns minutos de atraso, com aquele cadarço ainda desamarrado e entregava sorrindo ao Seu Rodolfo, o segurança, uma embalagem com seu sanduíche predileto. Saia do trabalho às cinco em ponto, com os ombros doendo e a cabeça cheia de problemas não solucionados. Listava mentalmente os itens existentes (e ainda no prazo de validade) na sua geladeira. Atrapalhava-se com as chaves, chutava os sapatos para um canto qualquer e deitava no sofá enquanto a mente vagava e subitamente a fazia lembrar-se de sua solidão. Quando não pensava sobre ela, Júlia era uma mulher muito feliz e completa, mas vez ou outra não conseguia controlar seus pensamentos e sentia-se só. Ela tinha conquistado tudo o que sonhou e na maior parte do tempo era feliz, sim, mas às vezes essa sensação a inundava como um tsunami. O que aconteceu no meio do caminho? O que ela perdeu? Olhava-se no espelho com frequência e listava seus defeitos com precisão cirúrgica. No fim das contas, acabava abrindo a geladeira para pensar e depois de um bom banho e um bom vinho, esquecia-se da visitante indesejada.

Thomas não fazia ideia. Ele vivia sua vida, acordava todos os dias, tomava banho, escovava os dentes e bebia um café forte enquanto lia o jornal do dia e sorria para o horóscopo. "Você vai conhecer o amor da sua vida hoje." Grande bobagem! Só por ser sagitariano hoje iria conhecer a mulher de sua vida? Quem escreveu esse roteiro? Conta outra. Chegava pontualmente às sete horas ao trabalho, com o terno perfeitamente alinhado, e se encaminhava para sua mesa perfeitamente arrumada. Reclamava mentalmente da internet enquanto fazia algumas pesquisas e enrugava a testa ao notar que já passavam das onze e ele ainda não havia terminado o relatório. Alarmou-se com o barulho de sua barriga, alertando-lhe sobre o horário de almoço, e desceu para fazer um lanche rápido no restaurante da esquina. Voltava para sua mesa pontualmente às treze horas e como normalmente deixava o prédio após o horário de serviço, surpreendeu-se ao notar que havia terminado seus afazeres mais cedo. Levantou-se, pegou suas coisas e deixou o prédio. Enquanto assoviava uma canção dos Beatles, fez sinal para um táxi e nem reparou quando uma mulher passou correndo em sua frente e entrou no táxi que havia acabado de chamar. "Acho que esse táxi é meu". Ela sorriu. "Me desculpe". Ele sorriu e finalmente a olhou. Como alguém podia ter um sorriso tão fantástico? E o que dizer daquele cabelo? Thomas queria cheirá-lo. Cheirá-lo? Sim, cheirá-lo. Ele sorriu. "Pode ficar, eu pego o próximo". "Para onde você vai?" "São Valentim, do outro lado da cidade". "Vou ficar no caminho, podemos dividir." Ele sorriu. Ela sorriu. "Claro". Ele entrou no táxi, ela deu o endereço ao taxista e ele deu o dele. "Meu nome é Júlia." "Meu nome é Thomas." 

Eles não faziam ideia.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

younger

Eu nunca vou parar de acrescentar séries novas a minha lista de "séries que estou acompanhando". Isso é um fato e acho que devo logo assumir para o mundo inteiro que sou totalmente obcecada por séries. Na verdade, eu sou viciada em histórias. Histórias nas quais possa me imaginar vivendo ou nas quais eu nunca possa me imaginar vivendo, tanto faz. É por isso que eu leio, assisto filmes e séries e me imagino diversas vezes como a musa inspiradora de todas as canções românticas já escritas.

Sim, essa sou eu mais uma vez divagando no início de uma postagem (só para não perder o costume), mas juro que não é por mal, é só o meu jeitinho. Hoje vim aqui para apresentar a vocês mais uma série de TV americana que entrou para minha lista de favoritas do ano. A escolhida da vez é "Younger", série criada por Darren Star (mesmo criador de "Sex and the City"), e estrelada pelas atrizes Sutton Foster, Debi Mazar e Hilary Duff. 

O enredo da série foi uma das primeiras coisas que me chamaram atenção! "Younger" narra a vida de Liza (Sutton Foster), uma mulher que decide voltar ao mercado de trabalho após se separar do marido com quem viveu durante a maior parte da sua vida. Entretanto, como já possui 40 anos de idade, as coisas não são tão fáceis para ela. Felizmente, tudo muda quando sua amiga Maggie (Debi Mazar), que acha que ela aparenta ser muito mais jovem do que realmente é, sugere que ela se passe por uma jovem de 26 anos. Liza acaba realmente conseguindo um emprego como assistente após mentir sobre sua idade e ao iniciar seu novo emprego faz amizade com colegas na casa dos 20 anos, como Kelsey (Hilary Duff), e encontra um novo amor, um jovem de 20 e poucos anos chamado Josh (Nico Tortorella~ meu sonho de consumo).

Imagine só você ter 40 anos e decidir fingir que tem 26? Para começo de conversa achei super bacana a série levantar essa questão de como a mulher mais velha muitas vezes é excluída do mercado de trabalho e outras tantas vezes é considerada inapta para esse aspecto social. Em certo momento da série uma personagem até fala em tom de brincadeira: "vamos combinar de nos matar aos 39 anos". E, sim, eu sei que a série é uma comédia levinha, mas também me fez pensar bastante sobre isso. Há uma época da vida em que somos muito jovens e outra em que somos velhos demais. A sociedade decide que nós morremos, antes mesmo de nós tomarmos essas decisão.

A metáfora que é a vida de Liza mostra que idade é algo totalmente relativo. Você pode sim, ser uma jovem com 40 anos de idade, e pode também ser maduro e sábio e autossuficiente aos 26. Não cabe a ninguém julgar a capacidade do outro pela idade. Rótulos, rótulos, rótulos, por que nosso sociedade possui essa necessidade cruel de rotular tudo e colocar cada aspecto humano em uma prateleira?

Para finalizar, só quero deixar registrado que "Younger" é uma série auto astral que fala sobre as dificuldades e maravilhas de ser mulher. Nunca antes havia assistido uma série tão divertida e ao mesmo tempo tão sincera. Ou melhor  dizendo, já assisti sim, "Sex and the City", que veio também das mãos do Darren. Esse homem entende mesmo o que é ser mulher!

O engraçado é que minha primeira razão para acompanhar "Younger" foi a participação da Hilary Duff, essa atriz fofa que acompanho desde que assistia "Lizzie McGuire - Um Sonho Popstar", sintam-se a vontade para me julgar porque quando eu assisti esse filme eu já era bem grandinha. Mas, enfim, voltando ao assunto. A personagem de Hilary também possui um enredo bastante interessante porque Kelsey é aquele tipo de pessoa que ainda não se conhece o suficiente para poder expor suas vontades para o mundo e dizer "isso é o que eu sou, lidem com isso". Acho que será muito bacana acompanhar seu crescimento no decorrer da série, que já foi renovada para segunda temporada (posso ouvir um aleluia?) e me mostrou que nem só de Hilary vive uma série bem feita.

Poderia ficar aqui por horas e horas falando dessa série maravilinda, e apresentar uma tonelada de dissertações de mestrado que escrevi sobre ela *COF COF, ALERTA DE MENTIRA*, mas vou apenas dizer que eu amei, e como vocês sabem, eu indico o que eu amo. Então comecem logo acompanhar as aventuras de Liza e ver o Josh sem camisa porque faz bem para os olhos!

PS: Sutton Foster, que atriz! Como eu não te conheci antes, mulher?
PS2: Não, não tem na Netflix, turma :(

sábado, 18 de abril de 2015

for you I’d leave it all

Ela deixou de ser tudo o que era para se tornar tudo o que ele precisava. Escondeu suas tatuagens, marcas da sua vida, marcas da sua história, para viver através da sombra de alguém. Ela apagou sua personalidade e se tornou apenas cinza da fogueira que um dia foi. Se ela apenas soubesse, se ela apenas soubesse que não precisava mudar nada para ser tudo o que eu mais amava. Tudo o que eu mais amava era só ela, ela e todos os defeitos, ela e sua obsessão por café da manhã. Entretanto ela optou por continuar a se rebaixar e a acatar cada desejo obscuro e pitoresco dele, enquanto eu simplesmente assistia a queda de um anjo. Um anjo que perdia suas asas cada vez que optava por se calar ao invés de se expor, um anjo que por ser apenas um ser humano estava condenado a ter a liberdade de escolher. A terrível liberdade de escolher. Tolos são os que pensam que escolher é pura dádiva. Não, escolher também é maldição para quem não sabe ou não aprendeu a lidar com as consequências de seus atos. É como aquela velha frase sobre o efeito que o bater das asas de uma borboleta pode ter em algo que está acontecendo nesse exato momento no Japão. Suas escolhas te afetam, suas escolhas me afetam. É uma grande responsabilidade, eu sei disso, mas você não sabia. Você deixou de viver e passou a ocasionalmente sobreviver. Passou a sobreviver de migalhas de atenção, quando havia alguém que teria te oferecido um banquete de amor. Oportunidades. Escolhas. Todos os erros que te trouxeram até aqui. O momento da ruptura. O momento em que o seu passado e o seu futuro colidem-se e quem você era se sobrepõe a tudo o que você poderia ser. Eu apenas... Apenas não gostaria de estar aqui presenciando o fim do maior sonho que já ousei sonhar.

terça-feira, 24 de março de 2015

starting from zero we've got nothing to lose

*Ou: algum dia eu voltarei a escrever sobre amores possíveis.

Eu não deveria me sentir assim. Supostamente eu não deveria sentir que uma parte de mim foi arrancada sem aviso prévio. Eu não deveria sentir que a qualquer momento o chão será retirado dos meus pés e uma longa e interminável queda terá inicio. Esse não era o plano. No fim das contas, apenas você cumpriu sua parte. Você interpretou o bom moço que não tinha a intenção de ferrar com a vida da garota e que apenas tentou causar o minimo possível de danos e incidentes ao mundo dela. E eu, bom, eu interpretei o papel da garota destinada a cometer os mesmos erros várias e várias vezes, sem nem ao menos se dar conta da merda em que se transformava sua vida. Um merda infinita. De qualquer forma, eu não deveria me sentir assim. Mas o problema é que a ferida ainda está aberta, e dói. Dói ainda mais quando se tenta seguir em frente. É como quando você machuca o joelho andando de bicicleta pela primeira vez e desiste de andar pelo resto da semana porque seu joelho esfolado é uma lembrança constante de que essa experiência pode dar muito errado no fim das contas. Eu sei que um dia o joelho vai sarar e eu vou lá no quintal tirar a poeira da bicicleta e me preparar para o sucesso ou para mais um fracasso. Só que esse momento não é o agora. O agora é o meu joelho esfolado, o agora é a constante lembrança do quanto eu sinto sua falta apesar de tudo. O agora é o "apesar de tudo". Apesar de tudo. Três palavrinhas. Apesar de tudo, tenho que me levantar amanhã e ir trabalhar. Apesar de tudo, tenho que comer pelo menos três refeições diárias. Apesar de tudo, o ônibus ainda demora pelos menos uma hora para chegar. E apesar de tudo, aquela bicicleta ainda está lá no quintal esperando por mim. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

I Origins

*Sim, eu estava em um congresso de Yoga no melhor spa da Grécia. 

Mais uma vez me deparei com uma obra tão grandiosa, e de uma beleza tão intrínseca, que eu provavelmente terei dificuldade em falar sobre. Para quem não se lembra, isso também aconteceu quando terminei a leitura de "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago.

E por mais incrível que possa parecer, falarei sobre um filme cujo tema principal também envolve a visão humana. "I Origins", filme lançado em 2014, narra a história do Dr. Ian Gray, um jovem biólogo molecular que desenvolve uma pesquisa a respeito do olho humano e que acredita, acima de qualquer coisa, no poder da ciência. Um dia, ele encontra Sofi, os dois se apaixonam e é aí que tudo começa a mudar na vida de Ian.

Ouvi falar desse filme pela primeira vez em algum blog por aí (cujo nome não consigo lembrar), mas ao ler a postagem achei a opinião da blogueira meio confusa. Ela claramente tinha amado o filme, mas eu não consegui entender direito o por quê, então simplesmente deixei de lado a ideia de assisti-lo. Talvez eu faça o mesmo nesse texto, tente convencer vocês a darem uma chance ao filme, mas acabe fracassando miseravelmente em minha missão. Entretanto, como vocês sabem, quando eu amo algo eu preciso compartilhar, doa a quem doer.

Bom, vou avisar logo que não darei mais nenhuma pista sobre o enredo, além do que já falei acima. Eu entrei às cegas (alerta de piadinha medíocre!!!) nessa história e aconselho que você faço o mesmo. O que você precisa saber a principio é que "I Origins" é, sim, um filme genial! Desde a história ao elenco, tudo é de uma qualidade tamanha e se encaixa tão bem que você fica presa a cada detalhe, mesmo que não entenda muito de ciência, que é outro ponto que torna o filme ainda mais interessante. Todos os estudos do Ian são explicados de forma tão convincente que você começa a acreditar que tudo aquilo poderia acontecer na vida real. Gosto de filmes assim, que te oferecem informações que possam sustentar as teorias dos telespectadores. Cada um termina o filme com uma conclusão diferente e algumas perguntas, mas sempre terá com o que sustentar tais opiniões.

Acho que todos já ouviram falar que "os olhos são a janela da alma" e eu sempre defendi muito essa ideia, afinal sou apaixonada por olhos. As pessoas hoje em dia não se dão mais ao trabalho de olhar nos olhos dos outros, acho isso tão esquisito. Afinal, um olhar diz tanto sobre alguém, não é mesmo? E é essa a ideia que "I Origins" desenvolve ao longo de quase duas horas de filme. O que seus olhos dizem sobre você? Que informações eles podem carregar?

O eterno embate entre a religião e a ciência também é tratado no longa, e de forma bastante original devo dizer. Não sei se consegui ser suficientemente convincente, mas acredito de verdade que esse é um filme que merecia ser mais conhecido, então estou apenas cumprindo meu dever e espalhando coisas boas por aí.

PS: Vale lembrar que quem for assistir não pode deixar de conferir a cena pós créditos.

domingo, 8 de março de 2015

it was love at first sight

*Talvez esse texto não faço nenhum sentido para você, acho que é apenas algo que eu precisava expulsar do meu sistema.

A porcaria do amor à primeira vista. É, já aconteceu comigo uma vez. Foi a primeira e única vez em que eu realmente me apaixonei por alguém. E foi, literalmente, uma droga, uma droga letal! O fim foi... Como posso descrever o fim? Foi trágico, é claro, mas foi algo que tomou uma proporção tão grande que eu não acho que posso utilizar simplesmente esse adjetivo para classificar a situação. Digamos então que foi a maldita bomba de Hiroshima encontrando com a porra do Big Bang. É, foi isso. Mas, é claro, não começou assim. Começou como todas as histórias de amor normalmente começam. Uma garota. Um garoto. Um encontro inesperado. Eu não estava procurando nada, nada mesmo, até você entrar por aquela maldita porta. Por que raios de todas as oficinas de teatro, de todas as cidades, de todos os planetas, você tinha que se inscrever justo naquela? Vai ver não dá mesmo para explicar o destino. Mas, sim, voltando a porcaria do amor à primeira vista. Foi apenas um segundo e meio. Eu olhei para aqueles olhos ridiculamente perfeitos e, pronto, estava fodida. Quer dizer, não literalmente (quem me dera). Isso é apenas uma metáfora, soube que está na moda ultimamente. Enfim, espero que vocês entendam de metáfora, porque esse texto inteiro é a porra de uma grande metáfora. Tem algum sentido profundo escondido dentro das entrelinhas da coisa toda. Eu só não posso te dizer qual é, porque afinal isso seria entregar o ouro e eu não faço essas coisas. Eu prefiro ensinar a pescar. Ok, voltando aqueles olhos ridiculamente perfeitos. Acho que eu até poderia ter resistido, se eles não viessem acompanhados daquele sorriso, um sorriso de corpo inteiro, um sorriso de alma e aquela voz marcante, que era a combinação perfeita entre o irônico e o sincero. Eu sei, soa uma tanto brega. Ora, a quem quero enganar? Soa brega pra caralho, mas já aceitei que é impossível fugir da "breguice" quando começo a falar de amor. Amor. Nunca achei que sentiria isso algum dia, acho que para falar a verdade nem fazia questão de sentir. Pelo que ouvi, o amor sempre trazia problemas e de problemas minha vida sempre foi cheia. Essa foi a principal razão de eu ter ido parar naquela aula. Era tanto problema, tanta coisa ocupando minha cabeça, que eu achei que aquilo ali, aquele bando de loucos gritando e se abraçando, fosse servir como válvula de escape para mim. Quem diria que tudo iria resultar no maior enrascada da minha vida? Se amar alguém fosse uma escolha, eu juro que só amaria alguém que me garantisse (quem sabe por assinado, talvez) que iria me amar de volta. Quando eu olhei para ele e senti toda aquela porcaria de borboletas no estômago, coração acelerando e pressão aumentando, eu apenas cruzei os dedos e rezei para que ele estivesse sentindo pelo menos metade da loucura que eu estava sentindo. Mas não, nananinanão. Como diria minha avó, nem tudo é como a gente quer. Às vezes você simplesmente está destinada a se foder sozinha ad infinitum. Se eu pudesse te dar um conselho, seria esse: não crie amizade com alguém que faz seu corpo sentir todo tipo de coisa esquisita, sem nem ao menos tocar em você. E, claro, eu digo isso por experiência própria. Quando você entra na "friendzone", você provavelmente não vai sair de lá nunca. Eu deveria ter começado deixando bem claro para ele o quanto a altura dele era perfeita para mim, como ele fazia o meu tipo e como eu achava hilária qualquer piadinha que ele fazia durante a aula. Mas não, eu comecei tentando criar uma amizade com ele. Amizade? A quem eu estava querendo enganar? Bom, a ele, é claro, mas acabei me enganando também no meio do caminho. Fui acreditando que ser amiga dele era melhor que nada, e que tudo bem ele me fazer sentir aquelas coisas. Afinal, um dia ele iria notar o quanto me afetava e como éramos perfeitos um para o outro, certo? Só que não. Ele não notou no primeiro mês, não notou no quinto mês e não notou no sétimo mês. Após um ano e meio de conversas, eu não podia mais aguentar, nem acreditei que segurei tudo aquilo na garganta por tanto tempo. Quando entre um "bom dia" e um "como vai você?" eu joguei todas as cartas na mesa, ele deu a porra de uma resposta vaga e de duplo sentido. E conseguiu arruinar a coisa toda no dia seguinte quando tentou ser sincero e consertar as coisas. Talvez amizades não possam ser salvas após situações como essas, pelo menos foi assim no nosso caso. Eu realmente gostaria que tivesse dado certo. Que o meu primeiro amor tivesse terminado tão bem quanto havia começado. Mas não foi assim e hoje, eu confesso, tenho medo de nunca mais sentir o que eu senti quando você entrou naquela sala: a porcaria do amor à primeira vista.

sábado, 7 de março de 2015

"Unbreakable Kimmy Schmidt": 5 motivos para você acompanhar a nova série da Netflix

*Não, a Netflix não está me pagando para fazer divulgação.

Finalmente me rendi a tentação e assinei a Netflix! Para isso tive que abrir mão da minha querida TV a cabo através de um acordo para lá de satisfatório com o meu pai. Afinal, o serviço de streaming Netflix é muito mais em conta do que qualquer TV por assinatura. E sem falar que faz muito mais meu perfil, porque as únicas coisas que gosto de assistir são filmes, séries e shows e, adivinhem só, a Netflix tem tudo isso e em grande quantidade.

Há muito tempo eu pensava em assinar, principalmente depois de ler essa postagem do Adriel, mas como eles só aceitam cartão acabei desistindo da ideia, pois prefiro a opção de pagamento boleto. Depois do tal acordo com meu pai, ele pagou com o cartão dele e agora posso finalmente desfrutar dos prazeres de ser uma assinante.

Estou assistindo mais filmes do que nunca e além de ter começado a acompanhar "Teen Wolf", uma série da qual eu havia desistido faz tempo, mas que fui convencida pela Ágata a dar mais uma chance, comecei também a acompanhar na última sexta-feira (06/03) a mais nova produção da Netflix: a comédia "Unbreakable Kimmy Schimdt".

A série narra a história de Kimberly Schimdt, uma jovem que após passar 15 anos presa em uma casamata participando de uma ceita que pregava que o mundo havia acabado, é encontrada e resgatada pelo FBI. De volta a superfície, Kimmy tem que encarar os desafios do mundo real e aprender a viver em uma cidade grande como New York. Eu amei tanto a história da Kimmy que hoje resolvi vir aqui e listar 5 motivos para que você também comece a amar as aventuras dessa personagem estranha e genial.

1. Produzida e escrita pela Tina Fey
A primeira vez que ouvi falar da série foi por causa da Tina. Sempre estou procurando por trabalhos novos dela e acho que ela, além de ser uma das melhores comediantes de todos os tempos, é uma mulher inspiradora, que com sua própria vida nos mostra como as mulheres são sim tão fodonas quanto qualquer outro ser humano (se não melhores! rs). E, para mim, se tem o dedo dela na história, já é garantia de produto de qualidade.

2. Tem um elenco sensacional
Eu tenho que confessar que não conhecia a maior parte do elenco, apesar de todos eles serem atores de longa data. Fiquei bastante surpresa e satisfeita com o quão bom todos eles são. Ellie Kemper é uma fofa, que interpreta de forma brilhante a nossa querida protagonista e Tituss Burgess, que interpreta Tituss, o melhor amigo da Kimmy, é hilário e tem uma voz incrível. Outra que ganhou meu coração foi a atriz Jane Krakowski, que interpreta a patroa da Kimmy e que já trabalhou, na série "30 Rock", com a Tina Fey.

3. Passa mensagens importantíssimas
Apesar de todo o humor nonsense,  "Unbreakable Kimmy Schmidt" é também uma série para ser levada a sério. A personagem principal e todas as loucuras pelas quais passa nos mostram como é importante seguir em frente (e contar até dez!), apesar de todos os pesares dessa vida, e também como é bom ter amigos que apoiem todas suas ideias e emparquem junto com você em qualquer loucura. Sem falar que a série também pode ser considerada uma grande defensora do feminismo. Vários tipos de mulheres estão ali representadas e em todas elas podemos ver aquela força tão característica do gênero feminino. Não sei se estou errada, mas consigo perceber uma representação perfeita de empoderamento feminino em diversas cenas.

4. É uma comédia
Ultimamente eu só tenho acompanhado dramas e séries policiais. Não aguentava mais assistir tantos psicopatas e pessoas mortas (mentira, "Stalker"! eu aguento, sim, pode voltar!). Até que surge essa série para relaxar um pouco minha cabeça com esse humorzinho inteligente e delicado. Rir é sempre bom né, gente? E, pelo menos para mim, foi pelo menos uma gargalhada garantida por episódio. E não foi daquela gargalhada contida, não, foram daquelas gargalhadas que envergonham até o seu vizinho.

5. Trilha sonora nota dez
Se você é fã de musicais, vai amar a trilha sonora de "Unbreakable Kimmy Schmidt"! Titus é um ator que sonha em entrar para a Broadway, então ele está sempre criando músicas ou se envolvendo em audições e tudo mais. Sem falar do gosto musical excêntrico da Kimmy. Afinal, ela viveu aprisionada por 15 anos e as únicas referências de cultura pop que ela tem são as de 15 anos atrás. A cena em que um certo personagem mostra a música "Firework", da Katy Perry, para ela é impagável. E a canção de abertura já grudou no meu cérebro (~♪ UNBREAKABLE, THEY ALIVE DAMN IT. IT'S A MIRACLE! UNBREAKABLE, THEY ALIVE DAMN IT. BUT FEMALES ARE STRONG AS HELL! UNBREAKABLE, THEY ALIVE DAMN IT. IT'S A MIRACLE! UNBREAKABLE, THEY ALIVE DAMN IT. ♫ It's going to be a, you know a, fascinating transition!!). No último episódio eu já cantava ela a plenos pulmões no meio da sala.


Então, é isso pessoal. Espero que quem puder dê uma chance para "Unbreakable Kimmy Schmidt". Vale ressaltar que a primeira temporada, que conta com 13 episódios, já se encontra disponível na Netflix, pois é costume deles lançarem a temporada inteira de uma vez só. Por um lado acho isso fantástico, uma vez que odeio esperar uma semana por um episódio novo de alguma série que eu acompanhe, mas por outro é terrível, porque, depois de assistir a todos os episódios da série, brotou em mim uma saudade gigante das "maluquices" da Kimmy. Felizmente, a segunda temporada, que deve ser lançada só ano que vem, já está garantida! Acho que ainda esse ano irei reassistir a primeira temporada \o/


quinta-feira, 5 de março de 2015

a four letter word

*Esse texto fica muito mais bonito se for lido ao som dessa música.

Eu sempre tive medo, desde que me entendo por gente. Não consigo lembrar de uma única época da minha vida em que esse sentimento não existiu. Medo de altura, de escuro, de elevador, de atravessar a rua e, o pior de todos, medo de mim mesma. Eu não sou confiável. Nunca me permiti ter grandes sonhos, por que, afinal de contas, de que servem sonhos nas mãos de alguém que possui a habilidade de destruir qualquer coisa que toca? Por isso, decidi não mais sonhar. O medo me prendeu. Me prendeu a pessoas erradas, a caminhos tortuosos e, principalmente, a escolhas precipitadas que me levaram rumo a abismos. Abismos nos quais eu me perdi, abismos nos quais eu decidi ficar.

Medo, meu mais fiel companheiro. Até você aparecer.

Muitos dizem que devemos nos amar primeiro para que outras pessoas possam nos amar. E eu, que sempre achei que isso fosse verdade, havia aceitado que não havia uma saída para mim. Eu só sentia medo, não conhecia nenhum outro sentimento. Era só medo, medo, medo.

Mas então você abriu uma brecha, você deixou a luz entrar, um pouquinho mais a cada dia, e você me estendeu a mão. Não daquele jeito dominador, colocando todos os dedos para trabalhar de uma só vez. Não, com você as coisas sempre são diferentes. Você me estendeu um dedo de cada vez. E enquanto eu estava ali sendo resgatada do fundo do poço, você sorriu para mim, sorriu com todo o corpo, mas principalmente com os olhos. E você me disse que não tinha problema ter medo, e que eu podia confiar em você. Então eu te segui. E foi como seguir uma chuva de estrelas cadentes. Um pingo de cada vez. Uma palavra de cada vez. Um toque de cada vez.

Você foi paciente. Você esperou por mim. Esperou que eu te desse uma chance e eu, por mais estranho que possa parecer, te dei. Você aproveitou a oportunidade e enquanto eu te ofereci apenas um abraço, você me ofereceu "algo mais". Eu não sabia o que era, só sabia que era mais. Aquilo era maior do que o meu medo, maior que qualquer sensação que eu já havia sentido. Como aquilo conseguia caber dentro de mim? Era muito, mas era bom. Era quase confortável. Foi tanto, que não sobrou nada para alimentar o medo. O medo definhou, ficou só amor.

domingo, 1 de março de 2015

just listen


Esse ano começou tão bem para mim no que diz respeito a minha meta de leitura! Estou conseguindo ler todos os livros que gostaria e apesar de o motivo de eu estar conseguindo ler tanto não ser dos melhores (estou desempregada), devo dizer que estou muito satisfeita comigo mesma e com os livros para lá de sensacionais que ando lendo. 

Minha última leitura, por exemplo, foi um deliciosa surpresa!

"Just Listen", meu primeiro livro da linda Sarah Dassen. narra a história da Annabel, uma garota de 16 anos que, apesar de aparentar ter a vida perfeita e ser rotulada por muitos como "a garota que tinha tudo", esconde um segredo e enfrenta problemas familiares que nem de longe são fáceis. A pobrezinha está enfrentando uma barra pesada e sozinha, já que está sem amigos e não consegue se abrir e ou ser sincera nem mesmo com sua família. Até que ela encontra Owen Armstrong (aaaaah, Oweeeeeen <3), um garoto que assim como ela não é o que aparenta ser. Entre os dois surge uma inesperada amizade que pode mudar a vida de Annabel.

Meu principal incentivo para ler o livro foi a Sarah Dassen. Ela é uma autora relativamente conhecida na internet e tem um apanhado de fãs aqui no Brasil que lutam e imploram pela publicação de mais livros da autora no país. Infelizmente, pelo que sei, dos dez livros escritos por ela, apenas quatro foram publicados aqui. Entretanto, após ter lido boas resenhas dos livros dela, resolvi tentar a sorte.

Acho que posso me considerar uma sortuda por ter conhecido a escrita da Sarah por meio desse livro, pois, mesmo não tendo lido os outros livros dela, ela já se me ganhou com "Just Listen"! Mas não se preocupem. Não vou apenas ficar elogiando o trabalho dela sem apresentar para vocês motivos plausíveis para esse meu afeto relativamente grande por esse livro. 

"Em toda vida, chega um momento em que o mundo fica em silêncio e só o que sobra é o seu próprio coração. Então, é melhor você saber qual o som dele. Caso contrário, você nunca entenderá o que ele diz."

Para começo de conversa, "Just Listen" é um YA e eu adoro YAs(!!!), Brasil! Mesmo não fazendo ~oficialmente~ mais parte do público alvo desse gênero, confesso que lia muito mais YAs há alguns anos atrás. Ultimamente não estava encontrando um que me conquistasse de verdade e imaginem meu contentamento quando, de repente, *BOOM, CLAAP*, me aparece essa belezinha.


Comecei a leitura com zero expectativas e conforme fui me envolvendo no drama de Annabel, passei a devorar páginas e páginas sem nem notar. A Sarah Dessen escreve tão bem, gente! E ela tem aquela habilidade de conseguir desenvolver a trama intrínseca criada por ela de forma brilhante. Não só conhecemos de verdade a personagem principal, mas também nos sentimos muito próximos de todos os personagens coadjuvantes. Ela não esquece de ninguém! E olha que é muita gente e muito problema. Algumas vezes ela começava a focar em determinado núcleo e eu pensava "não esquece do restante da história, coisinha"! Mas ela não esquecia. A mulher é incrível mesmo. 

"Just Listen" tem aquele ar de apenas mais um livro sobre adolescentes, entretanto é muito mais que isso. Eu, bobinha, pensei que o segredo de Annabel não iria ser lá grande coisa, mas é GRANDE coisa, sim! Sarah aborda em seu livro alguns temas que eu confesso nunca ter lido sobre antes e de uma forma tocante. Annabel, Owen e seus respectivos amigos e familiares entraram na minha lista de personagens favoritos porque me mostraram não só que NUNCA se deve julgar um livro pela capa, mas também que devemos sempre buscar nossa própria voz e fazê-la ser ouvida não só pelos outros, mas principalmente por nós. Well done, Sarah Dessen! *clap, clap*

"Mas eu começava a entender que não existia essa coisa de absolutos, nem na vida, nem nas pessoas. Assim como Owen disse, era dia a dia, talvez momento a momento. Só o que podia fazer era aguentar o máximo de peso possível. E se você tiver sorte, há alguma outra pessoa perto o suficiente para lhe dar apoio."

PS: Preparem-se para diversas passagens fofas ou profundas que você vai querer marcar e colocar no espelho do seu quarto. Ou no seu blog! Eu, por exemplo, troquei o quote ali no canto do blog para uma frase do livro. Acho vou tatuar. Sério. Ou não. Ou sim.
PS2: O livro foi publicado no Brasil com esse mesmo titulo, para quem tiver interesse.
PS3: Acho que escrevi demais! Provavelmente ninguém vai ler hahahha

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

rotaroots // 5 filmes para o Oscar da minha vida

*Esta postagem é um dos temas do mês de janeiro da blogagem coletiva/meme do rotaroots, grupo criado para trazer de volta os bons tempos ~a era de ouro~ da blogosfera, incentivando assim a produção de conteúdos criativos e autorais.

No último domingo, 22 de fevereiro, foi dia de Oscar lá nos Estados Unidos e eu, como viciada em cinema (especialmente americano), fiquei acordada até duas horas da manhã acompanhando a premiação, que esse ano foi apresentada pelo ator ~muso do meu universo~ Neil Patrick Harris. Apesar de eu ter falhado ridiculamente em minha missão de prever os vencedores de 2015, fiquei bastante satisfeita com as estatuetas que "Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)" e "O Grande Hotel Budapeste" receberam. Por falar nisso, se vocês ainda não assistiram esses dois filmes, assistam agora. Sim, isso é uma ordem!

Bom, para aproveitar essa vibe Oscar 2015 que ainda está no ar aqui em casa, resolvi fazer esse meme do rotaroots com os vencedores do Oscar da minha vida. Separei três categorias principais com os filmes que marcaram minha vida e que por mim levariam para casa um estatueta gigante cravejada de diamantes, corações e jujubas. 

MELHOR FILME:
"O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"

Vocês conseguem imaginar como é difícil para mim escolher meu filme favorito? Eu com certeza consigo fazer uma lista com meus cinquenta filmes favoritos, mas escolher apenas um é quase impossível! Optei por "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" porque é um filme que me fez quebrar um preconceito muito grande que eu tinha/tenho com cinema francês. Sempre odiei filmes franceses, mas Amélie é minha exceção.


MELHOR ATRIZ:
Audrey Hepburn ("Bonequinha de Luxo")

Audrey Hepburn não é só minha atriz predileta, mas também um exemplo de ser humano que eu sempre tento ter em minha mente. "Bonequinha de Luxo" foi o primeiro filme que assisti com a Audrey e me apaixonei pela delicadeza da interpretação dela e também pelo filme, que é um clássico do cinema e que ganhou dois Oscars em 1962 por causa da belíssima trilha sonora e da faixa "Moon River" (a cena em que Holly canta essa música na janela é minha cena favorita do filme!).

MELHOR ATOR:
Ben Affleck ("Garota Exemplar")

Ben Affleck, assim como a Audrey, é um artista que eu admiro muito, muito mesmo! Amo todos os filmes dele. Atualmente estou obcecada por sua participação em "Garota Exemplar", filme baseado no livro de mesmo titulo escrito por Gillian Flynn. No filme Ben me presenteou mais uma vez com uma atuação nota cem. Claro que ele foi um pouquinho apagado pela estupenda atuação de Rosamund Pike, mas mesmo assim ele está incrível. Ah! Aconselho que leiam o livro antes de assistir o filme e fugam de spoilers.

MELHOR TRILHA SONORA:
Awesome Mix Vol. 1, de "Guardiões da Galáxia", e Trilha sonora de "Warm Bodies"

Sou daquele tipo de pessoa que assiste filmes prestando bastante atenção nas músicas que tocam ao longo da história. Não sei quantas trilhas sonoras tenho aqui no meu computador e por causa delas estou sempre descobrindo novos artistas e músicas muito boas. Assim que assisti "Guardiões da Galáxia" fiquei obcecada pela Awesome Mixtape e fiquei saltitante de felicidade quando descobri que ela de fato existia e estava disponível para download \o/ E vou trapacear um pouco e dividir o prêmio de melhor trilha sonora com  "Warm Bodies" (me recuso a pronunciar o titulo brasileiro desse filme!) também porque é boa demaaaais e o filme é um dos meus favoritos. Podem me julgar!

MELHOR DIRETOR:
Richard Linklater ("Antes do Amanhecer")

Meu diretor favorito. Sim, assisto qualquer coisa dirigida pelo Richard Linklater! Vocês não tem noção do quanto torci para que ele ganhasse o Oscar esse ano. Não é novidade para ninguém o quanto eu gostei de "Boyhood" e acho que o filme é tão bom por culpa do Richard. Escolhi "Antes do Amanhecer" porque foi como eu conheci o trabalho dele e porque é um filme que eu gostaria que todo mundo assistisse. O Richard tem um capacidade incrível de abordar sentimentos de maneira realista em seus filmes. Em "Antes do Amanhecer", por exemplo, ele narra a história de um casal de uma maneira que você fica com aquela sensação de que, sim, isso poderia acontecer com qualquer um. Nada de romance idealizado! Foi um filme que eu assisti em um momento difícil e me ajudou muito.

E esses foram os vencedores do Oscar da minha vida! Indico todos os filmes aqui citados e gostaria de saber se vocês já assistiram algum deles ou se eles entrariam na lista de vocês. Que filmes entrariam no Oscar da vida de vocês?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

conversa de elevador

- Sobe?
- Oi?
- Sobe?
- É, é, vou subir.
...
- O que foi isso?
- Acho que o elevador quebrou.
- AI. MEU. DEUS. AI. MEU. DEUS. SOCORRO.
- Já apertei o botão de emergência. Normalmente eles resolvem esses problemas rapidamente.
- NÃO. VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO. EU ACHO QUE EU SOU CLAUSTROFÓBICA.
- Sério? Como assim você acha? Quer dizer, eu posso te ajudar de alguma forma?
- CLARO, PODE SIM. É SÓ FAZER ESSA COISA FUNCIONAR!!! AI. MEU. DEUS.
- Bom, é... infelizmente, não posso fazer isso.
- ACHO QUE NÃO ESTOU CONSEGUINDO RESPIRAR! AI MEU DEUS!
...
- Meu nome é Pedro.
- Oi?
- Eu disse que o meu nome é Pedro. Qual o seu?
- É... Marianna. O meu nome é Marianna.
- Nome legal. Assistiu o Fla x Flu ontem? Jogaço, ein?
- Que? Eu não gosto de futebol.
- Como assim? Que tipo de pessoa não gosta de futebol? E eu aqui pensando que você era confiável.
- E desde quando gostar de futebol define o caráter de alguém?
- Não sei te responder, mas esse parâmetro sempre funcionou para mim.
- Imagine se todo mundo fizesse uso dele.
- Mas, então, se você não gosta de futebol, qual o seu lance?
- Meu lance?
- É, o que você gosta de fazer?
- Eu desenho.
- Que legal! Confesso que eu nunca consegui sair da fase palitinho.
- É, mas eu não sou profissional nem nada. É só um hobbie, sabe? Algo que me anima.
- Sei, sei sim. O que é isso na sua unha?
- Esmalte?
- Quantas cores tem ai?
- Ah, bom, é que não vejo sentido em pintar todos iguais se posso unir diversas cores.
- Tipo o arco-iris.
- É, o arco-iris.
...
- Você tem um cabelo bacana.
- Obrigada. Minha mãe até hoje acha que eu enlouqueci por ter pintado ele dessa cor.
- É diferente. Eu gosto.
- O que foi isso?
- Acho que o elevador voltou a funcionar.
- GRAÇAS A DEUS!
...
- Bom, vou indo então,
- Certo.
...
- Ei! Marianna!
- Oi?
- Eu também odeio futebol.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

laggies

"O que eu quero ser quando eu crescer?" Essa foi uma pergunta que eu já me fiz por diversas vezes ao longa da vida e, bom, após quatro anos cursando uma faculdade de Letras tenho que confessar que ainda não sei bem como responder. Muitos recorrem ao bom e velho "quero ser feliz", mas eu nunca respondi isso porque além de achar que felicidade eterna não existe, acho que se ela existisse eu não iria querê-la, acho que seria bem entediante. Então acho que eu poderia dizer que quero "fazer a diferença na vida das pessoas", que é o que eu normalmente respondo quando as pessoas me perguntam coisas do gênero, mas recentemente comecei a imaginar se é necessário ter um talento/dom para trabalhar com pessoas ou se só os meus quatro anos de faculdade me preparam (ou deveriam ter me preparado) para isso (o que acho que não aconteceu). De qualquer forma, eu não me sinto pronta.

Como sempre estou divagando, eu sei, eu sei. O foco do texto de hoje é, na verdade, um filme para lá de bom que assisti essa semana e que me fez ter cólicas no cérebro (isso existe?) de tanto que eu fiquei refletindo sobre ele depois de ter assistido porque ele é na verdade minha biografia não autorizada. Sério.

"Laggies", filme estrelado pelas lindas Keira Knightley e Chloe Grace Moretz, foi lançado lançado em 2014 (nos EUA) e conta a história de Megan, uma mulher, com seus vinte e poucos anos, que parece muito disposta a "crescer". Meg, diferente de suas amigas, não está interessada em tomar decisões de adulto, como procurar um emprego estável, casar ou ter cinco filhos. Então para fugir das escolhas que deveria tomar ela tem a incrível ideia de passar uns dias na casa de Annika, uma adolescente que ela acabou de conhecer.

Viram só como estou ficando boa nesse negócio de explicar o enredo das coisas? Fiz até uma sinopse decente. E sem ajuda do Google, gente! Mas, ei, foco, Danniele. O filme! Trata-se de uma produção simples, com diálogos interessantes, mas não muito complexos o que faz com que a história posso ser apreciada (ui!) tanto por adolescentes, quanto por adultos. O elenco é fantástico *clap, clap, clap* Amo filmes  em que a atuação dos atores é uma das melhores partes da coisa toda (um outro bom exemplo: o indicado ao Oscar, "Boyhood"). 

Outro ponto interessante é como o filme trabalha bem a questão do amadurecimento. Como eu disse no começo do texto, e muitos já devem ter percebido isso, eu sou cheia de nóias e minha fase adulta sempre foi uma dessas nóias. O que acontece é que eu realmente acho que não aproveitei muito bem minha adolescência e de acordo com o "senso comum" esse é o único momento em que você está autorizado a cometer loucuras, erros, ser idiota e todas essas coisas divertidas. Bom, eu não fiz isso e agora acho que daqui pra frente só tenho que acertar, acertar e acertar, não tenho mais autorização para ser idiota. Um emprego para a vida inteira, uma apartamento para vida inteira, um relacionamento para a vida inteira. Decisões, decisões, decisões! Então, rolou uma identificação com a Meg porque acho que ela sou eu, sabe? O pai dela é o meu pai e a mãe dela é a minha mãe. E o Craig (outro personagem do filme) é quem eu quero ser, porque ele é um exemplo perfeito de que você pode ser adulto e se divertir, ou ser idiota, da forma que você gosta. 

Se me deixassem, provavelmente eu ficaria aqui falando sobre "Laggies" a vida inteira. Virou um dos meus filmes prediletos do ano já! Quero assistir novamente e forçar algumas amigas minhas a assistiram também. 

PS: Pessoal estou aqui pensando com meus botões... acho que vou criar um vlog sobre livros. O que vocês acham?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

what if I'm not what you think I am?

Eu vou fazer isso. Não só porque eles disseram que eu não conseguiria, mas também porque eu tenho dentro de mim essa fé inabalável que me faz seguir em frente mesmo quando o mundo inteiro está contra mim. Eu me preparei, me esforcei, dei o melhor de mim. Se lutei a boa batalha, vencer será apenas bônus, porque é como diz aquele velho ditado "o que vale mesmo é a jornada" e é por isso que irei aproveitá-la e você deveria fazer o mesmo. Arrisque-se. Aposte em coisas que ninguém nunca imaginou serem possíveis. Acredite em pessoas, em sonhos e em recomeços. Cada dia que nasce é sim uma página em branco, novinha em folha, esperando que você (ar)risque(-se), rabisque, apague e borre bastante para que no dia seguinte se possa recomeçar. Recomeçar: eita palavra bonita!

E se me permite, sem pedir nada em troca, lhe darei mais um conselho. Faço o bem, meu bem! Se a energia que você distribui pelo planeta retorna para você, então por quê não fazer o bem sem olhar a quem? Distribua amor em cada esquina, em cada lugar que você entrar. Seja o amor que você quer receber. Somente assim você não precisará encontrar felicidade em outro alguém porque a felicidade estará em você e o que vier depois é só lucro. Lucro de quem te encontrar, lucro de quem contigo quiser dividir a jornada, lucro de quem contigo quiser caminhar de mãos dadas sem exigir nada em troca. Afinal, esse outro alguém também será só amor e felicidade. Seja o máximo de você que puder ser.

Mas acima de tudo, seja paciente. Eu te disse que faria e farei. Quando e como não vem ao caso, porque saber esperar, saber planejar é arte de quem nasceu para viver. Se a paciência faz moradia em teu coração, não é qualquer tempestadezinha que vai derrubar teu barco. Quando se tem vontade, quando se quer algo de todo coração, a gente rema contra a maré, a gente faz chover em SP. Então vai a luta, não desiste não. E grita isso para aquela voz irritante que insiste em te dizer que você não é capaz. Diga para ela desistir porque ninguém derruba quem tem por meta tornar memorável o pouco (ou muito) tempo que lhe foi dado nessa linha tênue chamada vida.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

sobre o direito de chutar o pau da barraca e falar palavrão

Dias desses navegando pelo Facebook me deparei com um texto que a incrível Tove Lo, cantora sueca cujo talento merecia ser muito mais conhecido, divulgou. O texto em questão, postado no blog oficial da cantora, trazia um desabafo sincero, daqueles que pessoas normais (como eu e você) fazem quando se sentem incomodadas com algo. 

Com o título "Why Say FUCK?", o texto fala sobre a reação da cantora sueca após ouvir no rádio uma apresentadora falando que determinado trecho da canção "Talking Body", faixa escrita por Tove, causava nela certo desconforto e que provavelmente algum produtor deve ter forçado a cantora a se expor tanto assim. O trecho em questão é o seguinte: “if you love me right, we fuck for life” (tradução: se você me amar corretamente, vamos foder para sempre). 

De acordo com a apresentadora, o uso da palavra FUCK (foder/transar) era bastante inadequado e com toda certeza Tove Lo deveria estar sendo obrigada a escrever e apresentar letras desse tipo. Afinal de contas, por que uma mocinha escreveria coisas desse tipo, não é mesmo?

Tove resolveu expor sua opinião e em um texto sucinto, embora digno de aplauso *clap, clap*, falou sobre a forma como algumas vezes a mídia tende a "vilanizar" os produtores e como em outras vezes a própria sociedade tenta limitar ou descriminar os indivíduos e impedir que estes se expressem da forma que acharem mais apropriada, ou seja, fazendo uso de uma coisinha chamada liberdade de expressão.

O texto da cantora me fez pensar muito sobre como em diversas situações na vida nos controlamos afim de agir de determinada maneira só porque todos acreditam ser socialmente aceitável. Ao participar de determinadas rodas de conversas, por exemplo, muitas vezes nos sentimos coagidos a agir de determinada forma e controlar possíveis explosões, digamos assim. Falar sobre o último livro de Dostoiévski (que você odiou) ao invés daquele New Adult (que você amou), que provavelmente você seria rechaçada se começasse a discutir sobre, é outro exemplo de como a nossa tão desejada liberdade pode estar sendo controlada sem nem ao menso nos darmos conta. Ou até mesmo quando queremos gritar um grande e enorme "VÁ A MERDA", há muito tempo entalado na garganta, para alguém que já pisou e sapateou em você, mas nos contentamos em dizer "tudo bem" porque ser tão agressiva seria de mão gosto. Vale ressaltar que de forma alguma estou aqui defendendo a violência, mas sim o direito a liberdade.

Pensando com meus humildes botões fiquei me questionando: a apresentadora de rádio teria a mesma opinião se um homem cantasse tais letras? Talvez sim, talvez não.

Talvez a raiz do problema se encontre naquela conversa passada de geração a geração... Meninas não xingam. Meninas se comportam, enquanto homens arrotam alto e proferem palavras consideradas de baixo calão. Mulheres são silentes, e consequentemente possuem pensamentos silenciosos, enquanto o homem pode por direito expressar seus pensamentos e insatisfações de maneira alta e clara. Até a arte nos poda! Mulheres escrevendo/falando sobre sexo? Há muito tempo (e como você podem ver, algumas vezes até mesmo nos dias de hoje) já foi considerado fim de mundo. Fico imaginando como a pobre escritora que pela primeira vez pegou uma caneta e disse "quer saber? vou escrever o que penso sobre uma boa foda" foi recebida.

Bom, não sei se estou divagando ou se me farei entender, mas creio que o ponto principal aqui era, assim como a Tove, usar desse espaço para desabafar. Eu também possuo o direito de gritar, falar palavrão e escrever sobre foda, sexo e afins. Se quero falar sobre como aquela autora é fabulosa, e usar palavrões para elogiá-la, eu vou falar porque a voz me foi dada para que eu fizesse uso dela. Eu me expresso da forma que eu quiser, e falar palavrão ou usar roupas mais provocativas não faz de mim menos mulher, nem tão pouco uma marionete controlada por Fulano ou Cicrano que somente cede às pressões do mundo externo.

Tove se orgulha de escrever suas próprias canções e colocar nelas o que sente, sem se preocupar com o que está mais aceitável ou é considerado mais "feminino". Ela é apenas humana e possui uma voz que quer ser ouvida. Já pensou se tivéssemos mais Toves no mundo?

*O texto que inspirou essa postagem você pode ler aqui.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

stalker

Há um tempo atrás, como muitos sabem, passei por uma fase extremamente ociosa/procrastinadora na qual a única coisa que eu conseguia fazer era assistir a uma certa série viciante que me fazia devorar episódios como uma viciada em sacarose sozinha em uma liquidação de Kit Kat. Muitos se perguntaram que série incrível era essa que me fez perder o juízo e noites de sono e paz. Por isso hoje, meus caros, trago-lhes a resposta.

A série em questão se chama "Stalker", é exibida atualmente pelo canal CBS, nos EUA, e pelo canal pago Universal Channel, aqui no Brasil, e encontra-se em sua primeira temporada. Estrelada pelos atores Dylan McDermott e Maggie Q, "Stalker" narra a vida de Beth Davis, uma tenente bastante metódica e workaholic, que trabalha em um departamento especializado em casos de perseguição. O departamento contrata um novo membro, o detetive Jack Larsen, que com sua chegada promete alterar um pouco a dinâmica de trabalho do departamento.

Isso é basicamente tudo o que eu sabia antes de começar a acompanhar a série. Assisti ao primeiro episódio por pura curiosidade e por admirar o trabalho da Maggie Q ~deusa absoluta since Nikita~, mas não imaginava o que estava me esperando. Logo após assistir ao primeiro episódio, já fiquei vidrada e com umas trinta pulgas atrás da orelha. Obviamente fui procurar por mais. Eu PRECISAVA de mais!

Por sorte, quando comecei a assistir, já tinham 12 episódios exibidos então, como qualquer pessoa normal faria, eu baixei todos eles e assisti em sequência, SEM PARAR. A razão dessa fixação não se encontra no fato da série ser um drama policial e repleto de mistérios. Bom, ela é tudo isso, sim, mas acontece que cada episódio narra um caso que deverá ser solucionado pela equipe de Beth. Todos os casos são resolvidos (adoro isso em séries policiais!) seja da melhor ou da pior forma, mas o que intriga mesmo é a vida de Beth. A tenente esconde um grande segredo, que não demora muito para ser revelado e é ao mesmo tempo surpreendente e complicado.

A série, além de muito bem feita e contar com um elenco nota dez, possui uma trilha sonora incrível. Sabe aquelas canções que você sempre pensou que fossem um pouco romântica demais? Bem, os gênios que produzem a trilha sonora dessa série nos fazem perceber que na verdade essas canções são hinos da perseguição. Canções como "Every Breath You Take", da The Police, ganham novas e incríveis versões para dar um tom obscuro a história. Vocês já repararam diretinho na letra dessa música, gente? E na letra de "One Way Or Another", da Blondie? Alôôô, alerta de música para perseguição!

Bom, eu só espero que com esse depoimento vocês se sintam motivados a dar uma conferida nessa maravilha e se juntar a mim nessa jornada rumo ao sofrimento, porque agora eu tenho que esperar pelos episódios. UM. EPISÓDIO. POR. SEMANA. GENTE. Vocês entendem o tamanho da minha dor??? Eu não sei lidar com esperas, eu não sei ser paciente. Socorr!!!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

rotaroots // das coisas que eu sempre quis dizer (mas nunca disse)

*Esta postagem é um dos temas do mês de janeiro da blogagem coletiva/meme do rotaroots, grupo criado para trazer de volta os bons tempos ~a era de ouro~ da blogosfera, incentivando assim a produção de conteúdos criativos e autorais.

Querido F.,

Sinto sua falta. 

Sei que essa é a pior coisa para se dizer (especialmente hoje), mas é a mais pura verdade e você pode confirmar isso pelo fato de que estou lhe escrevendo em um alto estágio de embriaguez. Como você sabe, após algumas doses a única coisa que sai de mim é a verdade. 

Você deve estar se perguntando porque estou te enviando uma carta logo após ter dito que era melhor nos afastarmos por um tempo, não é mesmo? Bom, acontece que eu queria me desculpar. Só que agora é tarde e nós dois sabemos disso. O tempo para desculpas já se foi. Mas irei aproveitar essa onda de sinceridade para deixar algo bastante claro aqui: a culpa é toda minha. Sim, toda minha.

Posso até imaginar você nesse exato momento balançando a cabeça e dizendo que ninguém tem culpa nessa história, mas sinto te informar que dessa vez eu tenho, sim. Eu sempre crio coisas em minha mente perturbada que não necessariamente são reais. Eu distorço cada palavra que as pessoas me dizem e transformo-as em algo bem maior e mais significativo do que de fato são. Você não teve culpa. Eu projetei em você todos os meus anseios e acreditei piamente que todo o sentimento que eu sentia era correspondido. Entretanto, como dizem por aí, nem sempre a reciproca é verdadeira. 

Eu queria voltar a ser sua amiga. Conversar com você novamente, rir das suas piadas e te perturbar por causa da sua idade como se nada tivesse acontecido. Porém, isso não é mais possível. Sei que você provavelmente aceitaria minha amizade, porque você é uma das melhores pessoas que já conheci, mas acontece que tenho essa vergonha gigante me consumindo depois do que aconteceu e acredito que jamais conseguiria trocar uma única palavra contigo sem imaginar o quanto você deve estar me achando ridícula. E esse pensamento provavelmente vai me corroer para sempre. Me arrisquei e perdi tudo. Essa foi a segunda vez. Nunca mais farei isso novamente, já aceitei que nessa área estou fadada ao fracasso.

Ninguém é obrigado a amar ninguém, sabe? Eu errei ao amar esperando ser amada de volta. O amor não deve ser assim. Temos que amar pelo simples ato de amar, sem esperar nada em troca. Então, mais uma vez te digo: a culpa não foi sua. 

Eu aprendi minha lição. 

Só espero que você seja feliz.

Com amor,

D.

sábado, 24 de janeiro de 2015

men, women and children

AVISO: esse é mais um daqueles textos que não sei dizer se foi eu que escrevi ou se ele que se escreveu. É mais uma daquelas dicas que costumo dar sobre algo que eu gostei tanto que quero que o mundo inteiro conheça e ame. Sim, meus caros, eis aqui mais um daqueles longos e confusos devaneios que geralmente terminam comigo implorando para que vocês deem uma chance ao meu objeto de afeição.

Dia dessas estava envolvida em um tédio gigantesco e fiz algo que toda pessoa normal no século XXI faz quando está entendiada (ou até mesmo quando não está tão entediada assim): peguei meu computador e comecei a visitar sites aleatórios na web. Até que, finalmente, me deparei com algo peculiar. Esse "algo" é, na verdade, um certo filme com um certo ator que fez outro certo filme sobre amor e câncer, que foi inspirado em um certo livro de um dos meus autores prediletos, ou seja, não pensei duas vezes e fui correndo baixar.

Com o título "Men, Women and Children" o filme traz como premissa um tema com o qual muitos telespectadores podem se identificar: a relação familiar em um mundo governado por computadores. Desde uma mãe controladora, que acredita ser capaz de vigiar todos os movimentos da filha no mundo virtual, até um casal que encontra na internet refúgio para fugir de um casamento desgastado, o longa mostra de forma bastante realista os efeitos do mundo virtual em nossa sociedade, especialmente na vida dos jovens, que são os que se encontram mais próximos desse mundo. Seria de fato o mundo virtual um outro mundo? E se assim for, há alguma possibilidade desses dois mundos conviveram harmonicamente?

O longa conta, como já dito ~subliminarmente~ no inicio desse texto, com o maravilhoso Ansel Elgort (o Gus, de "A Culpa é das Estrelas") no elenco, e  só isso já era razão suficiente para que eu assistisse ao filme, e também com atores já conhecidos como Adam Sandler e Jennifer Garner. Apesar de ODIAR o Adam Sandler, sua atuação no filme está até satisfatória, mas graças a Deus o personagem dele não tem tanto destaque no filme. Já a Jenni (amiga íntima) eu sempre amei e não me decepcionou nem um pouco. Além do elenco de qualidade, vale ressaltar a grandeza do roteiro e da fotografia do filme.

Acho que vocês já sabem como aprecio produções que me levam a uma reflexão profundo e fico feliz em informar que "Men, Women and Children" me proporcionou isso. Fiquei pensando por horas e horas em como algumas vezes estamos tão habituados com algo que nem percebemos como aquilo está nos afetando e afetando às pessoas ao nosso redor. Pensei também em como tudo na vida tem duas caras, assim como as moedas, e saber que lado utilizar requer responsabilidade e conhecimento, que muitas vezes nem os adultos possuem.

Bom, devo alertar que o filme não é nenhuma grande produção hollywoodiana, não foi indicado ao Oscar, não promete demais, mas deixa uma mensagem: apesar de suas dores e desafios, nada se compara a vida real.